sábado, 3 de outubro de 2020

60. Relato

Então... Reparei que o objetivo com a massagem começou antes mesmo da massagem em si, começou quando alguma coisa interna gritava e incomodava tanto ao ponto de eu ver minhas coisas de uma forma nublada, negativa... E entendi, meio que sem saber por qual caminho, que eu precisava olhar para mim, para dentro... E de alguma forma eu resolvi chegar até a massagem

Vejo que o processo da conversa antes da massagem foi fundamental para eu tirar o estigma que antes eu tinha com isso e o fato de ficar nu na frente de uma pessoa desconhecida pela primeira vez não era nada mais do que as diversas camadas que eu coloco em mim mesmo a não me expor.

Devo admitir que não vi o tempo passar, talvez eu tenha dormido, entrado em um transe, acessado locais que não estavam naquele momento externo, mas sim, escondidos em algum lugar dentro do meu peito. Senti durante a massagem que alguns toques me faziam reagir de forma que antes eu já fui criticado, senti que ali eu poderia tirar algumas algemas minhas. Sobre os lugares que acessei, principalmente no momento dos mantras, vieram lembranças maravilhosas que eu não acessava há tempos, mas ao mesmo tempo vieram assuntos que eu fiz questão de esconder e o choro e o estado desesperado que me senti foi mais do que inevitável.

Vejo que tudo isso, desde a conversa inicial até os toques e as lembranças que vieram foram expressões de algum amor genuíno que já vivenciei mas tive medo em algum momento de aceitar.

A volta para casa e os dois dias seguintes iniciais pareciam que eu flutuava em um estado de paz, de calma, de que nada poderia me incomodar e que eu queria voltar para aquele lugar mais uma vez.

Na semana seguinte eu dormia todo dia ouvindo um dos mantras que vc me enviou aqui e acordava me sentindo maravilhoso. Foi uma semana demais. Na semana seguinte parece que já bateu a normalidade e a rotina e a sensação de paz já diminuiu, a sensação de ansiedade parece que voltou um pouco mas o bem estar com tudo ainda continua. (...)